terça-feira, 31 de janeiro de 2012


Santidade: será que você pode ser modelo?

“A Igreja nos ensina que, para ganharmos a glória dos altares, devemos buscar uma única virtude: a santidade”, a santidade buscada hoje é diferente daquela que o mundo vê ou retrata: “Acho que isso é muito pouco para refletir sobre o assunto”.
Usando a palavra de 1Tm 4, 12, na qual São Paulo exorta o jovem Timóteo a tornar-se modelo para os fiéis. “Deus quer me fazer santo do jeito que sou, do jeito que Ele me fez”, lembrou que a santidade que buscamos não é aquela que traz um rosto de sofrimento, pois somos eleitos para a fila dos vitoriosos.
“Nossas palavras e vidas tem que ser modelo de santidade para o mundo”, explicou. E isso, segundo o pregador, acontece a partir de uma medida de amor maior a Jesus Cristo. A vida espiritual deve ser o caminho: “Se eu não rezo, não tenho visão espiritual e isso me leva ao relativismo”. Passando por esse ponto, Onazir afirmou ser impossível agradar a todo o mundo, dando concessões aqui e acolá: “Devemos ter radicalidade, não radicalismo”. 

O pregador então pontuou: “Santidade é fazer a vontade de Deus”. E passou a questionar os presentes sobre a sua conduta em diversos aspectos da vida com perguntas como “No teu projeto está o dedo de Deus?” e “Qual é a tua real intenção?”.

Onazir então deu um passo ousado e afirmou que não tem medo de dizer como Paulo sobre este assunto: “Sede meus imitadores”. E criticou alguns pregadores que, quando vão falar, dizem que não são exemplo para ninguém. “Se as pessoas não podem se basear em mim, o que eu estou fazendo aqui no púlpito?”, questionou. Mas ele esclareceu: “Sou santo. Um santo capaz de cair, mas também capaz de levantar”.

Finalizando sua pregação, Onazir voltou a afirmar que a santidade deve ser manifestada na vida, pois as pessoas devem ver a diferença que há em nós, não apenas nas camisetas de santos ou em uma grande cruz no peito.

E deixou uma grande pergunta para fomentar mais ainda a reflexão de cada participante sobre a santidade: “SERÁ QUE VOCÊ PODE SER MODELO?”.

Honrar aos outros com a nossa escuta

“Nada façais por espírito de partido ou vanglória, mas que a humildade vos ensine a considerar os outros superiores a vós mesmos.” Fl 2,3
HONRAR AOS OUTROS COM A NOSSA ESCUTA
Gostaria de partilhar com vocês algo que aprendi em oração, numa ocasião em que pedi ao Senhor para ser uma pessoa menos impulsiva ao falar, pois sempre me apressava a dar a minha opinião sobre tudo.
Aprendi a dar à minha escuta um novo sentido, “emprestando”, por assim dizer, meus ouvidos ao Senhor para se tornarem ouvidos de discípulo, esforçando-me para escutar mais, ser mais atenta, não me apressando em falar, fazendo do ato de ouvir um ato sagrado. Passei a exercitar a cautela, a prudência, não me apressando a dar a minha opinião sobre tudo.
Percebi que saiu um grande peso de minhas costas quando passei a dar menos importância ao fato de os outros saberem ou não o que penso sobre tudo. Passei a fazer uma espécie de silêncio em oração, orando no meu coração ao Senhor enquanto ouvia os outros falarem. Surpreendi-me de como o meu entendimento ficou apurado, refinado através da escuta dos outros, percebia melhor as nuances das verdadeiras intenções dos outros ao falarem e, sobretudo, uma maior clareza do certo e do errado. Na minha impulsividade eu era também rápida em aderir à opinião dos outros, mas passei a submeter minha opinião ao Senhorio de Jesus.
Ao consagrar ao Senhor meus ouvidos e o meu julgamento das coisas, eu sentia como se o meu silêncio fosse uma espécie de espera na presença de Deus, até que Ele se manifestasse, dando-me clareza sobre o que falar e quando falar. Sentia que Deus agia enquanto eu orava em silêncio, iluminando meu entendimento.
Outra coisa, ainda, foi que passei a ter uma atitude mais humilde, não mais supervalorizando a minha opinião e passando a considerar que os outros também poderiam ter algo importante para dizer e que talvez o que eles tivessem a dizer se aproximasse mais da verdade do que eu poderia supor. Passei a honrar os outros no meu coração e nos meus pensamentos e isso melhorou muito o meu relacionamento com as pessoas.
Senti a moção de partilhar isso com vocês porque provavelmente eu própria esteja precisando colocar essa prática do silêncio orante de volta na minha vida.
Que o Senhor nos ajude e continue a nos ensinar para que possamos ser cada vez mais mansos e humildes e termos assim o nosso coração em paz.